As lutas e a busca de respeito e direitos que marcam a história do dia 1º de maio.


Operários, quadro pintado em 1933 por Tarsila do Amaral

As lutas operárias do século XIX dão início a representação da força dos trabalhadores.
Em 1º de maio de 1886 em Chicago nos Estados Unidos trabalhadores de uma empresa saíram às ruas para protestar contra uma jornada de trabalho totalmente desumana que chegava a ser de 18 horas, dando início a uma greve geral no país, em busca de melhores condições de trabalho e diminuição para 8 horas de carga horária.
Essa data revolucionou as formas de movimentos organizadas relacionado a classes trabalhadoras. Registros anteriores já eram vistos na Grã-Bretanha no final do século XVIII, movimentos que iam contra as condições de trabalho no período de revolução industrial.

Após anos de reclamações, movimentos e conflitos entre civis e forças de segurança que como consequência ocasionou algumas mortes de ambos os lados e em homenagem aos trabalhadores mortos, veio a conquista do direito de 8 horas de jornada de trabalho em 1890, sendo que no início não foi muito aceita pelos empresários da época.

No Brasil as primeiras manifestações trabalhistas ocorreram a partir de 1891 de início nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, a partir de então outras manifestações foram feitas em várias partes do Brasil. No dia 1º de maio, era feito caminhadas, discursos e apresentações musicais em forma de protestos. Com a criação desses movimentos operários a partir de 1910, as manifestações se intensificaram. Em 1917 uma paralisação com mais de 40 mil pessoas foi feita na cidade de São Paulo, sendo posteriormente repetida em anos seguintes em todo dia 1° de maio.

Em 1924 o então Presidente Arthur da Silva Bernardes oficializa a data de 1º de maio como o feriado em homenagem ao trabalho, por conta de inúmeras manifestações além da grande greve de São Paulo, que já se aproximava dos seus 10 anos e o crescimento industrial nacional estava em alta, tudo isso impulsionou o decreto do Presidente. Uma série de medidas foram ainda adicionadas após os movimentos de 1930 como a criação do ministério do trabalho e comércio.

Getúlio Vargas se aproveita dessa luta dos trabalhadores e toma para si essa questão, em busca de garantir apoio da massa popular brasileira, com o Decreto fixando o Salário Mínimo e a criação da Justiça do trabalho.  

Na década de 70 durante um período de regime ditatorial às manifestações foram voltando a ganhar forças, os movimentos nesse período eram contra o arrocho salarial, luta por melhores salários e contra o Regime Militar.
Todas essas lutas de trabalhadores trouxeram direitos e reconhecimentos. É fato que alguns desses direitos no Brasil já avançaram e regrediram como nos períodos de 1980 e 1999.Esse dia de hoje traz várias reflexões sobre as conquistas do passado e o que ainda precisa melhorar no futuro. 

Em dias como hoje vale ressaltar a importância dos trabalhadores da linha de frente ao combate do coronavírus nos hospitais que são grandes heróis de luvas e máscaras, os jornalistas e assessores de programação do Brasil e do mundo que põe sua saúde em risco para a busca de um bem maior.

 Hoje como todos os dias da quarentena, fique em casa e lembre que em meio a todo o caos, existe pessoas se arriscando para garantir à sua saúde e a de todos.

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