Mulheres Afins

Poesia


Que mulher é aquela
Dos olhos gateados
Da boca bem rubra
Dos cabelos dourados?

Mulheres bem pretas
De corpo bem farto,
Da pele bem fina
Dos cabelos tratados...

Madeixas vermelhas
Madeixas azuis
São tantas cores na cabeça
E que muito reluz!

Mulheres transgênero
De luta total
São mulheres guerreiras
De natureza real!

São mulheres bem finas
Mulheres bem grossas
São mulheres grotescas
E mulheres cheirosas...

São mulatas bem firmes,
De força inegável,
Renhidas à impetuosidade
De poder implacável!

Amarelas contidas...
De jeito docinho
De olhinhos puxados
E cabelos lisinhos...

São jovens mulheres
De grandes corações
De vida regada
À intensas paixões!
São meninas risonhas
Felizes de rir
São pequenas santinhas
De cheiro carmim...

São grandes lareiras
Quentes perfis,
Peitos bem fartos
E bonitos pernis...
Também vãs pequenas
De mãozinhas afins...
Da fala fininha
E de coração feliz!

Contudo aquelas
Que sofrem assim:
Das dores da vida...
Dos acordes ruins!

Das mães sofredoras
Das ânsias devir
Das decepções em seio
Dos filhos hostis...

São avós risonhas
De coração maior
Das mãos de fada
Do aconchego melhor...

Mulheres no mundo
De quando quer, bem querer
Todas muito mulheres
Felizes e a sofrer...

São tantas mulheres
Que não se pode contar
Porém se pode dizer:

São de admirar!


(Poema dedicado e inspirado na figura “mulher”, na representação e na
 força desse elemento, da importância de sua existência e do amor pelos entes
 familiares tão amáveis e especiais)

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