Pela boca do Deus do Amor
Imagem, fonte:internet Pela boca do Deus do Amor, ouvi denuncias vil sobre tu Ultrajes em desonra de cópulas com a vergonha Cupido me arrebata de tuas putrefiz infâmias Homem em Necrose! E pensar que todo esse tempo Tu me tevês em estado de posse Por agora eu só te digo, sigas teu caminho. Gentis presas foram as tuas, que se deliciaram em aventuras. Desleal prisioneira que fui eu, diluindo-me no eterno do breu. Desilusão, amargura! De puta a donzela e donzela a puta Burguesa balela! A puta é feliz por ter pra ela o que é dela! É dona do corpo, cidadela que é ela. Porque agora eu te digo, autônoma de mim, que eu sou de Mim! Amante desleal! Serviu-te do meu corpo como mero canibal Rompeu-me a pureza, sem sagrada destreza, ao feito medieval Sem trato ritualístico, feito adorno imemorialístico. E eu que te fui lírica, cortês sem sexista. Mas não me recuso, nem me dirijo à abadia Cuspo em tua cara. Repulsão que repudias. Sou alteza em Mae...

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